{"provider_url": "https://www.olinda.pe.leg.br", "title": "Sobre", "html": "<h2><strong>C\u00e2mara Municipal de Olinda - 470 anos<br /><br /></strong></h2>\r\n<ul>\r\n<li style=\"text-align: left; \">Primeira C\u00e2mara de Vereadores criada no Brasil.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>Uma das primeiras da Am\u00e9rica.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>A primeira refer\u00eancia documental \u00e0 C\u00e2mara de Vereadores de Olinda est\u00e1 na carta enviada por Duarte Coelho ao Rei de Portugal, Dom Jo\u00e3o III, datada de 15 de abril de 1548, um ano antes da implanta\u00e7\u00e3o, pelas cortes de Lisboa, do sistema de Governo Geral, com sede em Salvador.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>Em sua carta ao Rei de Portugal, Duarte Coelho afirma estarem os moradores de Olinda receosos de perderem seus privil\u00e9gios aos verem anuladas as doa\u00e7\u00f5es recebidas atrav\u00e9s das cartas de sesmarias, feitas pelo donat\u00e1rio e informa: \u201c... sabido isto, senhor, ca foi grande o alvoro\u00e7o e ajuntamento de todo o povo de todos os of\u00edcios e pessoas nobres e honradas, todas juntamente se juntaram em conselho e fizeram uma <b>C\u00e2mara </b>e me fizeram uma peti\u00e7\u00e3o por eles assinada\u201d.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>A C\u00e2mara legitimava as posses, fornecendo um sentido de um corpo pol\u00edtico fundador e disciplinador social. Estava institu\u00edda a vila de Olinda com o funcionamento de sua C\u00e2mara que tinha o nome de Senado.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>A forma\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara se dava atrav\u00e9s da elei\u00e7\u00e3o para os vereadores. Os votantes escolhiam os eleitores que, ent\u00e3o, elegiam os vereadores. O alistamento dos votantes se dava por freguesia (par\u00f3quia), pois nas monarquias ib\u00e9ricas, de tradi\u00e7\u00e3o latina e cat\u00f3lica, a Igreja Espanha e Portugal compunha-se com o poder estatal.\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0</li>\r\n</ul>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>A C\u00e2mara de Olinda teve fundamental import\u00e2ncia nos dois primeiros s\u00e9culos da coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa, a expans\u00e3o definitiva do mercantilismo, como tamb\u00e9m a forma\u00e7\u00e3o de uma na\u00e7\u00e3o, o Brasil.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>Na d\u00e9cada de 1630, o Brasil passa a ser objeto da cobi\u00e7a dos holandeses que ocupam Pernambuco, implantam o governo, inicialmente em Olinda, e depois transferido para o Recife. Os holandeses decidem, em 24 de novembro de 1631, incendiar Olinda. A C\u00e2mara de Olinda continuava a funcionar, no sentido da resist\u00eancia e dos interesses dos propriet\u00e1rios de engenhos, e dos seus antigos moradores. Olinda continuava, apesar de destru\u00edda, reconhecida como capital, mesmos pelos holandeses. Com o fim da resist\u00eancia dos pernambucanos e a chegada de Maur\u00edcio de Nassau, novo administrador holand\u00eas de Pernambuco, em 1637, que realizou profundas mudan\u00e7as na estrutura de governo, \u00e9 que a C\u00e2mara de Olinda deixar\u00e1 de funcionar dentro dos padr\u00f5es de Portugal, pois Nassau cria a C\u00e2mara dos Escabinos, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0s C\u00e2maras de vereadores. Os escabinos s\u00e3o membros eleitos do \u00f3rg\u00e3o colegiado representativo de um munic\u00edpio, tendo fun\u00e7\u00f5es legislativas e tamb\u00e9m executivas Essas novas C\u00e2maras, implantadas tamb\u00e9m nas outras vilas, possu\u00edam outros representantes da sociedade de ent\u00e3o, al\u00e9m dos senhores de engenho. Delas faziam parte, por exemplo, os comerciantes, o que lhes dava uma car\u00e1ter de maior amplitude quanto \u00e0 representa\u00e7\u00e3o social.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>Olinda continuaria como a capital, apesar do Conselho Pol\u00edtico holand\u00eas ter se mudado para o Recife. A C\u00e2mara dos Escabinos de Olinda continuavam como C\u00e2mara de Vereadores, tendo al\u00e9m do papel legislativo, o do judici\u00e1rio.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>Em 1538, uma pend\u00eancia jur\u00eddica determinar\u00e1 a transfer\u00eancia da C\u00e2mara dos Escabinos de Olinda para o Recife. Os Escabinos de Olinda protestavam perante Nassau, porque os moradores do Recife n\u00e3o o reconheciam como ju\u00edzes em primeira inst\u00e2ncia, encaminhando processos ao Conselho, em Recife. O Conselho Pol\u00edtico justificou-se dizendo que o Recife j\u00e1 possu\u00eda maior popula\u00e7\u00e3o\u00a0 e os seus moradores n\u00e3o poderiam ir a Olinda por quaisquer processos de pouca import\u00e2ncia. O caso \u00e9 enviado para o governo da Holanda que se decide por Recife. Apesar da transfer\u00eancia, os Escabinos continuam sendo chamados \u201cOs Escabinos de Olinda\u201d.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>\u00c9 tomada ainda por Nassau a resolu\u00e7\u00e3o de construir Olinda. Este fato marca definitivamente o rompimento entre os burgueses do Recife e os propriet\u00e1rios de terras de Olinda, o que resultar\u00e1 mais tarde na Guerra dos Mascates.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>Em 1640, o Reino Portugu\u00eas estabelece armist\u00edcio com a Holanda. Em 1651, a Inglaterra entra em guerra com a Holanda, o que, gradativamente enfraquece os holandeses, que t\u00eam de atender a duas frentes de guerra. Nesse jogo internacional, pelo controle da parte portuguesa da Am\u00e9rica, a C\u00e2mara de Olinda \u00e9 uma pe\u00e7a fundamental, pois representa, no continente, a parcela do poder que resiste ou ratifica os lances do jogo.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>O Livro de Tombo do Mosteiro de S\u00e3o Bento, cont\u00e9m, no registro das primeiras doa\u00e7\u00f5es feitas por Duarte Coelho, em 1642, refer\u00eancias ao s\u00edtio no Alto da S\u00e9, onde seria constru\u00edda a sede da C\u00e2mara. N\u00e3o havia ainda em Olinda, Casa de C\u00e2mara, ou seja, sede de uma c\u00e2mara. No s\u00e9culo XVI e por toda col\u00f4nia, as casa de c\u00e2mara e as cadeias, funcionavam num s\u00f3 pr\u00e9dio, em pisos separados um por sobre o outro, visto representarem as c\u00e2maras tamb\u00e9m o Poder Judici\u00e1rio. Naqueles primeiros s\u00e9culos de col\u00f4nia, tamb\u00e9m a\u00e7ougues, geralmente funcionavam ligados a edif\u00edcios de c\u00e2maras.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>A sa\u00edda de Maur\u00edcio de Nassau do Recife, em 1646,\u00a0 chamado de volta para Holanda, marca a retomada da resist\u00eancia contra os holandeses.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>Com a expuls\u00e3o dos holandeses em 1654, s\u00e3o dissolvidos o Alto Conselho Pol\u00edtico dos holandeses e a C\u00e2mara dos Escabinos. O Senado da C\u00e2mara de Olinda \u00e9 restabelecido e a sede do munic\u00edpio volta para Olinda, retomando o modelo portugu\u00eas.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>O Recife em 1654 era uma grande e pr\u00f3spera cidade e detinha o controle do porto e do com\u00e9rcio do a\u00e7\u00facar. A produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 com os senhores de engenho, cuja representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica est\u00e1 novamente a C\u00e2mara de Olinda \u2013 o Senado da C\u00e2mara. Os interesses entre os produtores\u00a0 de Olinda e os comerciantes de Recife divergiam, o que \u00e9 agravado por conta de serem os comerciantes, de origem na sua maioria, judia, crist\u00e3o novos ou de religi\u00e3o protestante, o que o transformavam em alvo do \u00f3dio dos moradores de Olinda, orgulhosos de suas origens fidalgas, e de sua religi\u00e3o cat\u00f3lica.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>Expulsos os holandeses, duas grandes tarefas para as quais se voltaram os governadores, as C\u00e2maras e os senhores de engenho, foram a destrui\u00e7\u00e3o do Quilombo de Palmares e a Guerra aos Tapuia Confederados.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>A primeira expedi\u00e7\u00e3o contra Palmares exigiu da C\u00e2mara de Olinda e das principais vilas, todo empenho poss\u00edvel.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>Em 14 de julho de 1657, o Governador Andr\u00e9 Vidal de Negreiros transfere, \u00e0 revelia da Governo Geral e da Coroa, a C\u00e2mara de Vereadores, restaurada dentro dos moldes de Portugal, para Olinda, no mesmo dia em que chegava a determina\u00e7\u00e3o do Governo Geral, proibindo a volta da C\u00e2mara do Recife para Olinda.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul>\r\n<li style=\"text-align: left; \">O poder pol\u00edtico da C\u00e2mara de Olinda, e o poder econ\u00f4mico dos comerciantes do Recife e seu porto, chegaram a tal ponto, que o impasse durou anos. Somente em 1663, a Corte se posicionou com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 volta da C\u00e2mara Olinda atrav\u00e9s de Carta R\u00e9gia de 28 de agosto daquele ano.</li>\r\n</ul>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<p style=\"text-align: center; \">\u00a0<img src=\"https://www.olinda.pe.leg.br/sobre-a-camara-1/imgcmo1.jpg\" alt=\"imgcmo1\" class=\"image-inline\" title=\"imgcmo1\" /></p>\r\n<p style=\"text-align: center; \"><b><i>Antigo Pal\u00e1cio dos Governadores de Pernambuco.</i></b></p>\r\n<p style=\"text-align: center; \"><b><i>Terceira sede oficial da C\u00e2mara de Olinda.</i></b></p>\r\n<p style=\"text-align: center; \"><b><i>Atual sede da Prefeitura de Olinda.</i></b></p>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<ul>\r\n<li>O poder pol\u00edtico da C\u00e2mara de Olinda estava consolidado, o Governador da Capitania residia em Pal\u00e1cio em Olinda (atual sede da Prefeitura).</li>\r\n</ul>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<ul>\r\n<li>Entre a expuls\u00e3o dos holandeses e o fim da d\u00e9cada de 1660, cerca de quinze expedi\u00e7\u00f5es haviam sido empreendidas contra Palmares. Todas essas expedi\u00e7\u00f5es resultaram em insucessos.</li>\r\n</ul>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<ul>\r\n<li>No per\u00edodo que vai de 1670 at\u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o de Palmares em 1694, as C\u00e2mara de Pernambuco, e principalmente a de Olinda, tomaram parte na guerra contra Palmares. As C\u00e2mara do litoral sul, e a de Olinda, decretaram fintas (taxa\u00e7\u00f5es) sobre todos produtos importados do Reino, menos vinho e azeite, para prover as expedi\u00e7\u00f5es de \u201cfarinha de guerra\u201d, carnes e peixes.</li>\r\n</ul>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<p style=\"text-align: center; \">\u00a0<img src=\"https://www.olinda.pe.leg.br/sobre-a-camara-1/imgcmo2.jpg\" alt=\"\" class=\"image-inline\" title=\"\" /></p>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<ul>\r\n<li style=\"text-align: left; \">Em 1676, com a chegada do primeiro Bispo de Pernambuco, Dom Estev\u00e3o Brioso de Figueiredo, n\u00e3o existindo ainda resid\u00eancia constru\u00edda para sede da Diocese, resolve o Senado da C\u00e2mara emprestar suas instala\u00e7\u00f5es, no Alto da S\u00e9, para a morada do Bispo, na casa onde existe hoje o Museu de Arte Sacra, antigo Pal\u00e1cio dos Bispos da Diocese de Olinda. Em 1683, com a volta de Dom Brioso para Portugal, o edif\u00edcio \u00e9 devolvido \u00e0 C\u00e2mara. Com a chegada do segundo bispo, Dom Matias de Figueiredo Mello,a C\u00e2mara \u00e9 intimada a devolver o edif\u00edcio ao bispo, o que n\u00e3o foi atendido de pronto. O Senado da C\u00e2mara ap\u00f3s a Restaura\u00e7\u00e3o Pernambucana, nos esfor\u00e7os para reconstruir Olinda, escolhe um terreno na Rua de S\u00e3o Pedro M\u00e1rtir (Ribeira), \u00e0 direita de quem desce da Matriz de S\u00e3o Pedro M\u00e1rtir (demolida): \u201ce mandou construir uma s\u00e9rie da casinhas e lojinhas em tr\u00eas lances, formado em \u201cU\u201d, a quem passaram de chamar de Mercado da Ribeira\u201d.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul>\r\n<li style=\"text-align: left; \">Ainda por volta de 1683, o Senado da C\u00e2mara manda construir em frente ao novo mercado, a nova cadeia, e entrega sua sede no Alto da S\u00e9, para resid\u00eancia do Bispo. Prop\u00f4s o Senado, que se fizesse um andar por sobre a cadeia da Ribeira, para ali se instalar a C\u00e2mara, o que foi feito: \u201cA casa da C\u00e2mara, debaixo dela o A\u00e7ougue e acima dela a primeira pris\u00e3o\u201d.</li>\r\n</ul>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<p style=\"text-align: center; \">\u00a0<img src=\"https://www.olinda.pe.leg.br/sobre-a-camara-1/imgcmo3.jpg\" alt=\"\" class=\"image-inline\" title=\"\" /></p>\r\n<p style=\"text-align: center; \"><b><i>\u00a0Constru\u00e7\u00e3o anterior a 1693, as Ru\u00ednas do Senado </i></b></p>\r\n<p style=\"text-align: center; \"><b><i>foi o local do imponente Pr\u00e9dio do Senado </i></b></p>\r\n<p style=\"text-align: center; \"><b><i>da C\u00e2mara de Olinda</i></b></p>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<ul>\r\n<li style=\"text-align: left; \">Entre 1691 e 1694, as expedi\u00e7\u00f5es e atos no cen\u00e1rio da guerra, em Palmares e contra os \u00edndios Tapuia, s\u00e3o de total barb\u00e1rie. A crise econ\u00f4mica aumenta agravada por uma grande seca que assola o Nordeste.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>Em dezembro de 1693, come\u00e7ava a concentra\u00e7\u00e3o do maior ex\u00e9rcito j\u00e1 reunido at\u00e9 ent\u00e3o no Brasil, em torno de 11 homens para destruir o Quilombo dos Palmares. Vieram refor\u00e7os da Bahia, Para\u00edba e Rio Grande do Norte. Domingos Jorge Velho, bandeirante paulista convocado para comandar as tropas, junto com seu cunhado Morais Navarro, e o vereador de Olinda Bernardo Vieira de Melo. A investida final iniciou-se no dia 29 de janeiro de 1694 e terminou na noite do dia 6 de fevereiro, depois de uma degola total.</li>\r\n<li>Melo e Castro, o Governador de Pernambuco, \u201ccelebrou o acontecimento atirando dinheiro ao povo, das janelas do Pal\u00e1cio, mandando rezar missa solene em A\u00e7\u00e3o de Gra\u00e7as e autorizando lumin\u00e1rias em Olinda e Recife durante seis dias.\u201d</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>\u201cBernardo Vieira de Melo \u00e9 aclamado em Olinda como o verdadeiro e \u00fanico triunfador de Palmares e toda sua ulterior carreira se faz \u00e0 luz deste merecimento.\u201d</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul>\r\n<li style=\"text-align: left; \">Entretanto, Zumbi, l\u00edder do Quilombo dos Palmares, n\u00e3o havia morrido, o que s\u00f3 aconteceria no ano seguinte, em 20 de novembro de 1695. Tra\u00eddo por um dos seus antigos companheiros, \u00e9 assassinado. Morto, sua cabe\u00e7a foi cortada, salgada e espetada num poste colocado \u201cno lugar mais p\u00fablico do Recife, at\u00e9 sua completa decomposi\u00e7\u00e3o.\u201d</li>\r\n</ul>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<p align=\"center\">\u00a0<img src=\"https://www.olinda.pe.leg.br/sobre-a-camara-1/imgcmo4.jpg\" alt=\"\" class=\"image-inline\" title=\"\" /></p>\r\n<p align=\"center\"><b><i>Bernardo Vieira de Melo</i></b></p>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<ul>\r\n<li style=\"text-align: left; \">Bernardo Vieira de Melo (Muribeca, hoje Jaboat\u00e3o dos Guararapes - 1658 \u2014 Lisboa, 1714) foi um sertanista, militar, pol\u00edtico e administrador colonial luso-brasileiro. Tomou parte ativa na luta de classes entre a nobreza de Olinda e a burguesia de Recife, defendendo a aristocracia pernambucana da qual fazia parte.</li>\r\n</ul>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<p style=\"text-align: center; \"><img src=\"https://www.olinda.pe.leg.br/sobre-a-camara-1/imgcmo5.jpg\" alt=\"\" class=\"image-inline\" title=\"\" /></p>\r\n<p style=\"text-align: left; \">Aconteceu que em 10 de novembro de 1710, revoltados com as concess\u00f5es dadas pelo reino de Portugal aos recifenses (Carta R\u00e9gia que elevou Recife \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de vila e a autoriza\u00e7\u00e3o para instala\u00e7\u00e3o de um Pelourinho dada pelo governador de Pernambuco), os olindenses sublevaram-se, eclodindo a que ficou conhecida como Guerra dos Mascates. Ap\u00f3s destitu\u00edrem o governador, que fugiu para Salvador, Bernardo Vieira de Melo deu o primeiro grito de Rep\u00fablica do Brasil no Senado da C\u00e2mara de Olinda, onde exercia a fun\u00e7\u00e3o de vereador. Pregou o rompimento com Portugal e, se necess\u00e1rio fosse, alian\u00e7a com os franceses. Derrotado o movimento republicano, Bernardo Vieira de Melo foi condenado por crime de lesa-majestade e inconfidente. Juntamente com outros parentes e companheiros, derrotados nessa Guerra dos Mascates, entregou-se em 1712 e foi recolhido inicialmente ao Forte de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista do Brum, no Recife, e em seguida \u00e9 embarcado para Lisboa juntamente com o alferes tenente Andr\u00e9 Vieira de Melo - seu filho primog\u00eanito, tamb\u00e9m prisioneiro. Bernardo Vieira de Melo morreu na pris\u00e3o. O hino do estado de Pernambuco traz orgulhosamente na letra, men\u00e7\u00e3o ao seu feito, ao afirmar que \"a rep\u00fablica \u00e9 filha de Olinda\". A C\u00e2mara Municipal de Olinda \u00e9 conhecida como \u201ca casa de Bernardo Vieira de Melo\u201d.</p>\r\n<ul>\r\n<li style=\"text-align: left; \">\u00a0Mesmo com a cria\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio do Recife, Olinda continuaria como capital de Pernambuco at\u00e9 1826, quando s\u00e3o criadas as assembl\u00e9ias provinciais do Imp\u00e9rio. Detendo o Recife o controle econ\u00f4mico da Capitania e, sendo a sua mais populosa cidade, tendo o controle do porto, tinha a sua c\u00e2mara grande peso pol\u00edtico. A C\u00e2mara de Olinda perder\u00e1 poder e import\u00e2ncia para economia da Capitania, restringindo-se \u00e0s quest\u00f5es municipais.</li>\r\n</ul>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<ul>\r\n<li style=\"text-align: left; \">Em 1850, a C\u00e2mara aluga uma casa na mesma rua da Ribeira, para onde se transfere com o objetivo de fazer reparos na sua sede.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>Em 1857, \u00e9 transferida a C\u00e2mara de Vereadores de Olinda, para o Antigo Pal\u00e1cio dos Governadores, na Rua de S\u00e3o Bento, onde funcionou at\u00e9 1873, quando \u00e9 determinado que entregue o edif\u00edcio \u00e0 Diocese, para que ali se instale um col\u00e9gio. Novamente a C\u00e2mara se instala em casa alugada, dessa vez na Rua 15 de Novembro.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>Com a Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, em 15 de novembro de 1889, todas as C\u00e2mara Municipais s\u00e3o dissolvidas e instaladas Intend\u00eancias Municipais, provis\u00f3rias, constitu\u00eddas de cinco membros. As Intend\u00eancias promovem as primeiras elei\u00e7\u00f5es municipais e a cria\u00e7\u00e3o das primeiras Leis org\u00e2nicas municipais.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul style=\"text-align: left; \">\r\n<li>Em 1892, a 15 de novembro, em Olinda, assim como de resto em toda a Rep\u00fablica, s\u00e3o eleitos os primeiros vereadores (conselheiros) e, pela primeira vez \u00e9 eleito por voto direto, separado da C\u00e2mara, o Prefeito, representando o Poder Executivo.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<ul>\r\n<li style=\"text-align: left; \">J\u00e1 nessa sua primeira composi\u00e7\u00e3o republicana, a C\u00e2mara de Olinda diverge do Prefeito, mesmo sendo ambos do mesmo segmento olig\u00e1rquico que vinha do Imp\u00e9rio, e que se manteve no poder at\u00e9 a deposi\u00e7\u00e3o, pela Revolu\u00e7\u00e3o de 1930.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: center; \">\u00a0<img src=\"https://www.olinda.pe.leg.br/sobre-a-camara-1/imgcmo6.jpg\" alt=\"\" class=\"image-inline\" title=\"\" /></p>\r\n<p style=\"text-align: center; \"><b><i>Sede atual desde 1898. Constru\u00edda para </i></b></p>\r\n<p style=\"text-align: center; \"><b><i>funcionamento espec\u00edfico da C\u00e2mara de </i></b></p>\r\n<p style=\"text-align: center; \"><b><i>Vereadores de Olinda na Rua 15 de Novembro</i></b></p>\r\n<p><b><i>\u00a0</i></b></p>\r\n<ul>\r\n<li style=\"text-align: left; \">Dissolvidas em 1930, as C\u00e2mara Municipais, inclusive Olinda, s\u00e3o reabertas em 1936, voltando a serem fechadas no ano seguinte, com a implanta\u00e7\u00e3o do Estado Novo. Em 1945, as C\u00e2maras Municipais voltam a funcionar.</li>\r\n</ul>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u00a0</p>\r\n<p style=\"text-align: left; \"><strong>FONTES</strong></p>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u201cC\u00e2mara Municipal de Olinda \u2013 450 Anos\u201d, Pl\u00ednio Victor, 1998.</p>\r\n<p style=\"text-align: left; \">\u201cOlinda: um presente do passado\u201d, Carlos Bezerra Cavalcanti, Olinda, 2012.</p>\r\n<p style=\"text-align: left; \">Bernardo Vieira de Melo - <a href=\"https://pt.wikipedia.org/wiki/Bernardo_Vieira_de_Melo\">https://pt.wikipedia.org/wiki/Bernardo_Vieira_de_Melo</a></p>", "author_name": "administrador", "version": "1.0", "author_url": "https://www.olinda.pe.leg.br/author/administrador", "provider_name": "C\u00e2mara Municipal de Olinda", "type": "rich"}